Mesa – Economia e Gratuidade
A Mesa foi realizada no Cais do Porto, no Armazém 7, no dia 27/01/2010, sob a coordenação de Celso W, da CUT. Contou com os seguintes participantes:
Patrick Viveret – Centro Internacional Pierre Mendes (França)
Lilian Celiberti – Articulación Feminista Marcosur (Uruguai)
Ladislaw Dowbor – IPF/PUC-SP (Brasil)
Nila Heredia – ALAMES (Bolívia)
Daniel Pascual – CUC (Guatemala)
João Joaquim de Melo Neto Segundo – Banco Palmas (Brasil)
A crítica à visão reducionista do capitalismo que transforma todo e qualquer bem em lucro foi a tônica da Mesa. Todo bem tem um custo o qual deve ser financiado, a questão é pensar como a fim de beneficiar a todos (Ladislau Dowbor). Um bom exemplo é a saúde, um bem coletivo no entanto privatizado, resultando em um modelo focado na doença e não na promoção da saúde (Nila Heredia). As análises econômicas e sociais não podem continuar presas (Patrick Viveret) a indicadores meramente monetários que só atentam para o valor de troca dos bens, segundo a lógica do produtivismo. Neste erro incorre tanto o modelo capitalista de produção quanto o socialista. Não se trata porém de questão fácil de resolver. O conceito de gratuidade é complexo, pois encerra relação de dependência e dominação, que explica o fracasso dos dois modelos. Esta é a lógica presente também na divisão sexual do trabalho que oculta o trabalho gratuito realizado pelas mulheres e não permite compreender que o indivíduo não é auto-suficiente ou que todos precisamos do outro (Lilian Celiberti). A lógica da posse deve ser superada na relação entre existência de bens comuns e necessidade de bem estar. Experiência com bancos comunitários repousando na lógica da solidariedade (Joaquim de Melo Neto) pode contribuir para essa relação.











