Mesa – A Conjuntura Ambiental Hoje
Esta Mesa foi realizada na Usina do Gasômetro, no dia 26/01/2010, sob a coordenação de Moacir Gadotti, do Instituto Paulo Freire. Dela participaram:
Roberto Espinoza – Fórum Crise de Civilização (Peru)
Hildebrando Vélez Galeano – Amigos de la Tierra (Colômbia)
Adriana Mezadri – Movimento das Mulheres Campesinas (Brasil)
Antonio Marcos Muniz Carneiro – UFRJ (Brasil)
Nicola Bullard – Focus on the Global South (Tailândia)
Gilmar Mauro – MST (Brasil)
A questão ambiental, cuja discussão praticamente inexistia nos primeiros anos de existência do Fórum, passou a ser central, sendo unânime a ideia de que a degradação ambiental é causada pelo modo de produção capitalista, assim como são unânimes posições contrárias ao mercado de carbono e o reconhecimento do papel das comunidades tradicionais na proteção ao meio ambiente. A discordância no debate ficou por conta das negociações internacionais sobre o clima coordenadas pela ONU. Enquanto alguns debatedores viram no fracasso da COP-15 o fracasso da própria ONU (Roberto Espinoza), outros (Nicola Bullard) acreditam ter sido frutífero para os movimentos sociais o encontro ter terminado sem acordo, pois isto abre espaço para que estes apresentem alternativas de modelos econômicos e sociais. A controvérsia é que esta é uma luta ofensiva para a qual os movimentos sociais ainda não estão preparados, porque ainda atuam na defensiva (Gilmar Mauro). Mas o consenso foi retomado em relação ao conceito de desenvolvimento, que precisa ser assentado, entre outras coisas, em energia limpa, o que coloca em xeque a ação da Petrobrás no Equador e na Colômbia (Hildebrando Vélez Galeano). O desafio está colocado para todos os trabalhadores e não somente para os ambientalistas (Adriana Mezadri).











