Bens Comuns

Mesa – Bens Comuns

Esta Mesa ocorreu na Usina do Gasômetro, no dia 27/01/2010, sob a coordenação de Sergio Haddad, da Ação Educativa. Participaram:

Silke Helfrich – OTC (Alemanha)

Pat Mooney – ETC (Canadá)

Camila Moreno – Terra de Direitos (Brasil)

Carlos Candiotti – CONACAMI (Peru)

Vita Giovanna Randazzo Eisemann – Artistas de Frente de Resistência (Honduras)

O debate abriu com uma explanação conceitual a respeito de bens comuns (Silke Helfrich), que deve ser a finalidade do modo de produção e não o lucro individual. A discussão em torno da biologia sintética e da geoengenharia é uma ameaça  (Pat Mooney) para a biodiversidade,  pois deixadas, como estão, sob a responsabilidade das grandes corporações causarão grande impacto ambiental e social, razão pela qual tais questões devem ser apropriadas pelos movimentos sociais. A tendência é que se transforme a crise climática em mercado. A tentativa de reformar a lei ambiental no Brasil (Camila Moreno) seria um exemplo, identificado na privatização dos recursos naturais e que encontra sustentação na colonização do imaginário comum. Outro exemplo é achar natural a compra de garrafa de água, que é um bem comum. Tal é a hegemonia de pensamento,  resultado de uma abordagem de comunicação que trabalha para que o pensamento da classe dominante seja aceito como “normal” (Vita Giovanna Randazzo Eisemann). A apropriação dos bens comuns das populações indígenas pelas mineradoras sob a benesse do Estado constitui mais um exemplo. É preciso que essas populações (Carlos Candiotti) tenham o controle cultural, político e econômico de seus territórios.

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